Com sua vinda entre nós, Jesus Cristo, comunicou-nos a vida divina, que transfigura a face da terra, fazendo novas todas as coisas (cf. Ap. 21, 5). A sua Revelação envolveu-nos não apenas como destinatários da salvação que nos foi dada, mas também como seus arautos e testemunhas. O Espírito do Ressuscitado capacita-nos, assim, a difundir o Evangelho de forma eficaz em todo o mundo. É a experiência da primeira comunidade cristã que via a Palavra propagar-se através da pregação e do testemunho (cf. Act. 6, 7).
Cronologicamente, a primeira evangelização teve início no dia de Pentecostes quando os apóstolos, reunidos em oração no mesmo lugar, com a Mãe de Cristo, receberam o Espírito Santo. Aquela, que nas palavras do Arcanjo é a “cheia de graça”, encontra-se, assim, no caminho da evangelização apostólica e em todos os caminhos em que os sucessores dos Apóstolos se mobilizaram para anunciar o Evangelho.
Nova Evangelização não significa um “novo Evangelho”, porque «Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre» (Hb. 13,8). Nova evangelização significa: uma resposta adequada aos sinais dos tempos, às necessidades dos indivíduos e dos povos de hoje, aos novos cenários que desenham a cultura através da qual dizemos a nossa identidade e procuramos o sentido das nossas vidas. Nova evangelização, portanto, significa promover uma cultura profundamente enraizada no Evangelho; significa descobrir o novo homem em nós, graças ao Espírito que nos foi dado por Jesus Cristo e pelo Pai.
Os sucessores dos Apóstolos, reunidos em oração com a Mãe de Cristo – com Aquela que foi invocada como a Estrela da Nova Evangelização - preparam o terreno para a nova evangelização.